Álcool: porto de paranaguá deve exportar 1 bilhão de litros em 2008
SAFRAS
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O Paraná, segundo maior produtor de açúcar e álcool do País, deve consolidar-se definitivamente no mercado ao longo de 2008 e se tornar o grande exportador de etanol da América do Sul até 2010. Com a inauguração do primeiro terminal público de embarque de etanol, em outubro de 2007, no Porto de Paranaguá, as exportações podem bater na casa de 1 bilhão de litros de etanol até o final do ano.Na opinião do superintendente da Alcopar (Associação de Produtores de Álcool e Açúcar do Paraná), José Adriano da Silva Dias, ainda que a crise econômica dos Estados Unidos interfira nas exportações em 2008, elas serão, certamente, superiores a 600 milhões de litros de etanol (números de 2007)."O Paraná tem trabalhado bastante para incrementar as exportações de álcool e, para isso, conta com o apoio do governo do Estado, que construiu o terminal público de embarque do produto, que começa a funcionar neste ano. No ano passado, exportamos 600 milhões de litros, contra 400 milhões do ano anterior. Acreditamos que o volume de exportação será maior em 2008", explica Dias.Os números positivos do Paraná, porém, não param e estacionam nas exportações. Segundo a Alcopar, em 2008 o estado deve incrementar em 10% a produção de cana-de-açúcar (no ciclo 2007/08, a produção local foi de 40 milhões de toneladas de matéria-prima), incluir as atividades de mais uma usina (Usina Bonin, em Umuarama) e ir a fundo no planejamento da construção de um alcooduto, que ligará as cidades de Maringá (que é o grande pólo produtor do Estado) ao Porto de Paranaguá.O estímulo do governo ao segmento sucroalcooleiro é o grande trunfo do setor para projetar-se no mercado interno e externo. Embora as lavouras de cana-de-açúcar representem apenas 3,5% da área agricultável do Paraná, a atividade está presente em 130 dos 399 municípios do Estado, gerando aproximadamente 80 mil empregos diretos."O segmento sucroalcooleiro é hoje um dos principais pilares da economia estadual, mas por questões geográficas e climáticas, está concentrada nas regiões Norte e Noroeste do Paraná", explica Dias. Tudo isso leva o governo a incrementar a atividade, com vistas no futuro e no mercado mundial. A construção do terminal público (até então, só havia um terminal de escoamento de etanol, do setor privado) é um dos exemplos dessa parceria.Inaugurado em outubro do ano passado, o Terminal Público de Embarque de Etanol Álcool do Paraná (construído com recursos da Appa Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, que investiu R$ 13,7 milhões) promete baratear os custos das exportações, já que vai gerar uma competição estabelecida entre os terminais de exportações, movimentando as tarifas.O terminal é composto por sete tanques com capacidade total para armazenar 37,5 mil metros cúbicos de álcool. O produto será levado até os navios por meio de quatro quilômetros de dutos, sendo que o complexo possibilita o carregamento de 15 navios por mês, segundo a Appa. O terminal foi construído pelo governo estadual, no Porto de Paranaguá, e entregue por comodato para a iniciativa privada, no caso o setor sucroalcooleiro paranaense, que criou uma empresa para geri-lo, comenta o Superintendente da Alcopar.Existe também no Porto de Paranaguá a Paraná Operações Portuárias S.A (Pasa) empresa do setor que, desde 2002, opera a exportação de açúcar a granel.Dados da Alcopar demonstram que, em 2007, cerca de 2 milhões de toneladas de açúcar foram exportadas por este terminal.O governador Roberto Requião é um dos defensores da construção de um alcoolduto no estado, ligando o Mato Grosso do Sul ao Porto de Paranaguá (passando pelo Norte Paranaense). Segundo Requião, há negociações avançadas com financiadores japoneses para a realização da obra, mas ainda é cedo para um entusiasmo absoluto."É possível produzir, é necessário produzir, é ambientalmente possível produzir mais. Mas imaginem se nós atingirmos uma parcela da produção estimada... Não há caminhão que possa transportar isso pelas nossas estradas. Só um alcoolduto daria vazão a esta produção, que certamente conseguiremos ter", declarou o governador, que também é a favor da construção de um porto de transbordo em Pontal do Paraná.Mas enquanto o projeto do alcoolduto não sai do papel, os produtores de cana do Paraná se valem de uma boa logística que geram, sem dúvida, uma competição muito grande no setor. O estado conta com estradas que acessam todas as regiões produtoras e que convergem para um mesmo centro, Maringá. A partir daí, lança mão do escoamento de álcool e açúcar por via férrea até o Porto de Paranaguá, onde utiliza estruturas próprias. Tudo isso proporciona uma grande competitividade ao setor, avalia Dias.O estado do Paraná é, atualmente, o segundo maior produtor nacional de cana-de-açúcar, açúcar e álcool. Na safra 2007.2008, o estado produziu 2,8 milhões de toneladas de açúcar e 1,6 bilhões de litros de álcool. A quantidade de cana moída foi de 40 milhões de toneladas, 9% a mais que na safra anterior.Ao todo, o Paraná concentra 29 usinas e destilarias em operação. Em 2008, este número será de 30 com a inauguração da Usina Bonin, em Umuarama. A área cultivada com cana-de-açúcar é de 500 mil hectares.Em 2007, foram inauguradas duas usinas (a sexta unidade do Grupo Santa Terezinha, no município de Terra Rica, e a segunda unidade do Grupo Alto Alegre, em Santo Inácio). A terceira unidade deste grupo é a Usina Bonin, que será inaugurada este ano em Umuarama. Até o ano de 2010, nove novas unidades estarão em operação no Paraná (entre elas, a sétima unidade da Santa Terezinha, no município de Santo Antônio do Caiuá; a Brazcana, em São João do Caiuá; a Raudi, em Paranava; e a segunda unidade da Usaciga, em Santa Mônica).Maringá é o principal pólo sucroalcooleiro do Paraná e a atividade está presente em mais de 130 municípios das regiões Norte e Noroeste. Em 2007, o segmento gerou 80 mil empregos diretos.
As informações partem da Agência Estadual de Notícias.

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